Sobre
Sou Arthur Nunes. Moro em Florianópolis, Brasil. Alquimista de software e atleta.
2017–2022
Quadra
Nasci e cresci em Belém do Pará, e a minha vida sempre foi muito ligada ao esporte. Desde criança pratiquei várias modalidades, e aos 12 anos escolhi uma para focar de verdade: comecei a treinar tênis de forma competitiva.
Dos 12 aos 17 vivi uma vida dedicada ao esporte, com rotina de treinos regulares voltada para competição. Joguei o circuito juvenil, disputando campeonatos brasileiros organizados pela CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e alguns torneios da ITF (International Tennis Federation). Nesse processo tive experiências incríveis: conheci lugares e pessoas que contribuíram muito para o meu crescimento individual.
Por conta dessa vida, tive que aprender cedo a me cuidar. Viajava sozinho para competir, precisava planejar a estadia em cada cidade e, ao mesmo tempo, seguir os protocolos de treino por conta própria.
O tênis me deu valores que carrego até hoje. Com ele aprendi a ser resiliente, a ter disciplina, a ser analítico e organizado, a ter rotina — entre várias outras coisas que não cabem aqui. Hoje busco aplicar todos esses aprendizados no meu trabalho e na minha carreira.
2023
Do esporte para a tecnologia
Quando a trajetória no tênis chegou ao fim, precisei decidir o que fazer profissionalmente. Decidi fazer um curso de tecnologia: pesquisei bastante sobre a área e me interessei pelas possibilidades e pelo próprio estilo de vida. Sempre gostei muito de videogames e tinha um brilho por coisas tecnológicas, então o caminho fez sentido.
Em 2023 comecei o curso de Ciência da Computação no CESUPA (Centro Universitário do Estado do Pará). Foi ali que descobri que realmente gostava muito de programação e tinha uma certa sede de colocar a mão na massa. No fim do primeiro semestre fui aprovado no IFPA (Instituto Federal do Pará) para o mesmo curso e decidi fazer a transição.
Junto com essa mudança consegui o meu primeiro estágio na área, já atuando como programador full stack com Laravel e Vue.js. Quando entrei eu não sabia praticamente nada, e foi ali que tive o suporte inicial sobre o que eu deveria estudar. Comecei a pesquisar, fazer cursos e fui construindo a minha base dentro da programação.
Depois de seis meses nesse estágio, decidi que queria construir uma carreira com Java. Passei a estudar mais a linguagem e a procurar oportunidades, até encontrar um outro estágio onde eu poderia atuar com Java.
2023–2024
O caminho até o Java
Foi assim que comecei a trabalhar na Sankhya, uma empresa de ERP. Lá dentro descobri que as atuações com Java eram cenários muito específicos: o sistema como um todo já estava pronto e não tínhamos acesso ao código-fonte, só conseguíamos criar scripts. Na prática, o meu trabalho do dia a dia era montar scripts de relatórios em SQL e, em alguns casos, dashboards de BI personalizados para clientes.
Não era o que eu queria, mas eu sabia que aprender SQL era importante e que dava para extrair valor daquele lugar. Então decidi continuar. Depois de dez meses, percebi que precisava começar a trabalhar com Java de fato e que deveria sair dali. Pedi demissão e foquei ainda mais nos estudos e na busca por um estágio com Java.
O problema é que em Belém havia poucos lugares para isso. Eu sabia que a minha melhor alternativa era algo remoto, mas competir por vagas remotas sem experiência com Java no currículo era difícil. Então comecei a fazer lives no YouTube enquanto estudava e desenvolvia projetos, com um título que dizia exatamente o que eu estava fazendo:
“Fazendo live até arrumar um emprego”
Depois de 36 dias seguidos de live, fui contratado dentro da própria live para estagiar com Spring Boot na Multidrop.
2024–2025
Multidrop e Florianópolis
Na Multidrop comecei a ter experiências reais com desenvolvimento web. Aprendi sobre cloud com GCP e pude colocar em prática muitas coisas que eu já fazia em projetos meus, aprendidas em cursos — agora em um produto de verdade, com usuários e consequências.
Nesse período aconteceu uma viagem de trabalho para a Bahia. A proposta era o time se conhecer pessoalmente e trabalhar junto para acelerar o desenvolvimento da plataforma. Foi nessa viagem que surgiu o assunto de mudar o formato para presencial, com uma sede em Florianópolis.
No meu terceiro mês de trabalho fui promovido a júnior e me mudei para Florianópolis. A mudança exigiu algumas decisões, e uma delas foi trancar a faculdade na federal para continuar em uma particular por aqui. Fiz a transferência para a Estácio e, por conta disso, acabei voltando alguns semestres.
Fiz essa escolha porque acreditava que a experiência na área iria me agregar muito valor no curto e no longo prazo — e ainda acredito nisso. De fato, no período presencial fiquei muito imerso, tive que lidar com diversos problemas e aprendi bastante com eles. Foi nesse cenário que, cinco meses depois de chegar a Florianópolis, fui promovido a pleno.
2026
Hoje
Continuo trabalhando na Multidrop. Por mudanças no momento atual da empresa, o escritório deixou de existir e voltei a trabalhar remoto — por enquanto ainda em Florianópolis.
Lidero o desenvolvimento ponta a ponta do Natura Vitalis, uma plataforma de MLM com regras de ERP e um motor de comissões hierárquicas. Fora do trabalho, construo produtos próprios em produção: o ListaFit transforma uma prescrição de dieta em uma lista de compras organizada com IA; o Recaap lê commits e pull requests e gera resumos em linguagem natural do trabalho entregue.
Este site é onde escrevo sobre o que estou estudando e construindo. Os posts, os projetos e a estante de livros ficam públicos aqui.
Voltarei a escrever…